em tempo
aceno de longe
na sua partida,
nem viu,
o semblante amargo
que fica aqui
do seu assento
já em movimento,
olha, já foi...
um sopro.
em tempo de afeto
me afeta é tanto
olhar para dentro,
o centro é algo
dolorido,
outrora encantava,
colorido, com tanta
coisa pra dizer,
tanto canto para amar,
gastei-o matando-o,
o famoso passatempo...
só hoje eu me escuto
e já consigo articular
se ainda é tempo,
se eu ainda tento,
ainda há tempo pra falar.