cadê a poesia?
papel e caneta
já não via há anos,
escondeu-se em frente
tão na cara, tão potente,
tão longe...
precisei de voltas
e voltas,
música, teatro,
do canto, fui nato,
esqueci da poesia...
como pude?
em relapso ímpar,
encontrei a amiga
esperando, vívida
e viva, sempre viva...
me contou de ontem,
sempre esteve aqui
no jantar mais trivial
às luzes de natal
"pode até me perder"
disse
"mas eu já sou você...
e você vai me achar
de novo"