Remendo

eu sempre fui isso,

sempre fui disso,

contei de tantas formas

pra ouvirem longe,

e ouviram, mas...

não quem precisava,

não quem estava perto,

normas não faladas

eram escritas,

ainda posso ouvi-las...

foge

eram tantas, ingratas,

frutos da rigidez

de quem as fez,

só vi depois

mais tarde,

em voz e ego

quem martela

desviava o prego:

era dor,

se acertasse

um a um,

logo teria

gaveta de lembrança,

aquela, de criança,

não queria vê-la pronta

e eu entendo,

o amor que buscaria

mesmo em poesia

não faria nem remendo.

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