meio-termo

não sou rico, nem aqui fico!

faço parte dos contentes

de pouco grito,

nem tenho nome lido

entre linhas telefônicas,

as tônicas perdidas

em solos literários, tidos

como libertários da nova

poesia... cadê?

onde acho a minha?

pareço começar

onde termina, não sei

a rima que fala língua

dos desejos alheios,

inteiros em versos

inteiros e meios

meio só de quem escreve

meio perto do meio...

entendi!

ando longe, distante

meio perdido em maio...

é claro! mais claro que isso

é poesia minha,

no capricho amornado

de ensaios de maio:

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