costume

não te vejo pra ficar

seu passo não me espera

seu toque não esquenta

seu corpo me afasta,

junto à pressa e mala rasa,

seu vestígio irrelevante

não destaca a sua cor,

mesmo que logo levante,

não destrincho a sua dor,

como seus restos cansados

que se perdem como tantos,

nunca saberão encantos,

nunca ouvirão seus prantos,

nunca chegarão tão perto

quanto os versos que escrevo,

me atrevo e sigo seu caminho

por instante, de mansinho,

vejo aquilo que nos une,

meu vagar indiferente

também segue essa corrente:

repetimos o roteiro

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