corte torto

um poema fora

eu carrego culpa,

torto corte mortal

angula errado, afinal,

metade da frase

já me insulta,

capricho perdido

em mãos fáceis

não-ágeis,

dispostas a tanto

e faltando pudor

a seus meios,

um certo rancor

entrelaça anéis

e anelares feios,

a força de braço

em régua

entorta o pescoço,

em corte grosso desfaz

a ideia em pedaços!

desisto por hoje

tamanha a besteira!

melhor tê-la

em canto da mente

a ver o deprimente

estrago das linhas

na lixeira

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