coadjuvante

todos sentados

nesse chão gelado,

em cartas de mesa

respeito a destreza

do embaralho,

sou mais um, apenas,

desentendidos contextos

em cenas e textos

projetados,

se é real, não leve a mal

mas me dói sua presença,

o jogo é a descrença

que se põe

os olhos não se veem

eu não me sinto bem

rastreio na memória

cada toque que é trocado,

tocado já por outro

e toca solto, no presente

não importa o que me sente.

sobra nada desse sonho

só lembrança degradante

de um coadjuvante

sem um resolver decente

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