a hora-poesia

faço poesia

como faço a barba

quando desconheço

linhas do rosto,

como estico

e alongo no limite

até doer no osso,

como entendo o tempo

relendo o céu

e soprando vento,

como envio carta

no medo de lê-la

em palavra farta,

faço poesia

no surto e na sorte

sem medo de gente

com dente rangente!

faço poesia

ficar no presente

na vida já forte,

nascente ao poente

do inconsciente,

à frente da morte

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